Quando a experiência da redação faz a diferença

É uma questão debatida há tempos e, certamente, ainda há muita discussão pela frente, mas, afinal, o jornalista de empresa precisa ter tido experiência em redação? Na maioria das vezes, os argumentos são baseados principalmente no fato de que o profissional pode compreender melhor as intenções do repórter se tiver passagem pelo jornalismo tradicional e, para os contrários à afirmação, no fato de que, durante o possível período de atuação em redação, o profissional pode ter buscado capacitação específica, por exemplo, em comunicação empresarial.

O aprendizado e a busca por novas experiências deve ser constante para se manter no mercado nos dias de hoje e, se o jornalista pretende trabalhar com comunicação corporativa, deve procurar, obviamente, adquirir conhecimento no segmento de atuação. No entanto, experiências passadas, em outras funções, podem fazer a diferença. Não pelo simples fato de conhecer o outro lado da moeda, mas por ter vivido, por exemplo, a intensa rotina do jornalismo diário, a correria do fechamento de uma edição. Toda a pressão de redação contribui para que o profissional desenvolva a capacidade de raciocinar e tomar decisões rapidamente e para que aprimore o ritmo de produção de conteúdo, o que, de fato, também é cobrado nas empresas.

A responsabilidade ao tratar uma determinada informação também é algo que é trabalhado a todo momento em redação, já que o conteúdo não é disponibilizado apenas a colaboradores – o que não diminui a responsabilidade do emissor, mas um possível equívoco pode ser mais facilmente contornável ou corrigido – e sim à população, de forma geral. O alcance é maior e, por isso, a repercussão da notícia também. O jornalista aperfeiçoa até mesmo o olhar crítico sob a informação, colocando-se na posição de leitor e avaliando, assim, a qualidade, a credibilidade, o interesse do público, a escolha editorial e o propósito da publicação.

Conhecer, de fato, o funcionamento de uma redação,  exercendo a função de repórter, produtor ou editor em um veículo tradicional de jornalismo, deixa o profissional mais preparado para se relacionar com seus colegas de profissão quando passa a atuar a favor das empresas – assessoria de imprensa. Compreender a intenção e as malícias do repórter, identificar abordagens positivas e negativas que podem ser exploradas na matéria, conhecer o processo de produção e, inclusive, possíveis fontes das reportagens permitem ao jornalista de empresa resguardar a instituição para a qual trabalha ou até mesmo gerar mídia espontânea para a organização.

Muitos concordam, outros discordam, mas, fato é que todo aprendizado é válido. E saber com quem está lidando pode ser interessante, não? Capacite-se; sempre.

Gabriel Rocha

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