Conselhos: quer se tornar um bom porta-voz?

Representar uma organização não é tarefa fácil, principalmente se for em entrevistas à imprensa, que, mesmo em tempos de redes sociais, continua gerando impacto na sociedade com a grande repercussão alcançada pelos assuntos abordados nos noticiários. Para preservar a imagem da instituição representada e transmitir de forma clara e precisa o posicionamento definido com a equipe de assessoria de imprensa, o porta-voz precisa se atentar a alguns detalhes. Não há receita de bolo, mas alguns caminhos podem ser – e recomendo que sejam – trilhados durante a preparação.

Primeiramente, é importante conhecer, mesmo que superficialmente, de forma geral, o funcionamento de uma redação e entender que os veículos tradicionais de jornalismo não estão a serviço da empresa e sim da população. A organização acionada pela imprensa para participar da reportagem, seja por meio de fonte oficial, posicionamento ou fornecimento de informações técnicas, não é, muitas das vezes, o ponto central da reportagem. Por mais que não seja o protagonista, o porta-voz precisa atuar para garantir a boa reputação da empresa na mídia e, para isso, compreender a visão do repórter é fundamental.

É imprescindível, também, que o colaborador escolhido para uma entrevista conheça muito bem o negócio da organização que está representando. Informações precisas, dados estatísticos e detalhes técnicos agregam valor à reportagem, logo, contribuem, mesmo que de forma indireta, para que o posicionamento da empresa seja inserido na íntegra, independentemente do tipo de canal – tv, rádio, impresso ou web.

Além de dominar o tema abordado, é necessário ter jogo de cintura para lidar com perguntas delicadas ou capciosas e, principalmente, para conseguir inserir, nas respostas ao repórter, as mensagens estratégicas da organização. Em algumas situações, é preciso improvisar, e perder o medo das câmeras, por exemplo, é um grande passo que pode diferenciar um bom porta-voz.

 

Por fim, é importante ter cuidado também com a imagem, mesmo que a entrevista não seja para produtos audiovisuais. O porta-voz pode não aparecer na reportagem, mas a percepção do repórter sobre a fonte conta muito no momento da edição do material. Um porta-voz precisa ter boa postura durante a entrevista e agir sempre com tranquilidade, cordialidade e confiança. Não há padrão para trajes e acessórios, mas vale lembrar que precisam transmitir uma imagem condizente com o posicionamento da empresa e que quanto mais simples o “figurino”, menos a atenção do espectador será dividida com a informação, que é, de fato, o fator mais importante.

Volto a dizer que não é tarefa fácil representar uma organização em uma entrevista à imprensa. Para se tornar um bom porta-voz, é preciso estudar, conhecer um pouco do universo do jornalismo, praticar exercícios que melhorem a oratória e, principalmente, se dedicar e treinar muito. Preparado? Luz, câmera, gravando.

Gabriel Rocha

6 comentários sobre “Conselhos: quer se tornar um bom porta-voz?

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