Três grandes lições que a Copa do Mundo ensina ao jornalista de empresa

Grandes eventos, como a Copa do Mundo, despertam, naturalmente, interesse em grande parcela da população. Por ser uma competição multinacional e se tratar de um esporte bastante popular em diversos países, é mesmo de se esperar que ganhe visibilidade no mercado e gere, consequentemente, cobertura intensa da imprensa, interações em redes sociais, comercialização de itens temáticos etc. Com todo esse movimento, um leque de oportunidades é aberto para profissionais de comunicação e marketing. Mas o que o jornalista de empresa pode aprender com tudo isso?

Primeiramente, caso seja adotada alguma estratégia de potencialização de produtos ou serviços, que tenha o evento como objeto principal, haverá, inevitavelmente, exposição da marca. Certamente a organização será exposta e isso nem sempre é positivo, por mais que possa parecer contraditório. Monitorar as aparições, seja na mídia tradicional, nas redes sociais ou nos eventos relacionados à Copa do Mundo é, sim, necessário. Saber quando sua marca é mencionada ou exibida é ainda mais importante quando há cenários caóticos, movimentados, dinâmicos e imprevisíveis. Cuide, portanto, de forma especial, da reputação da marca durante o período de jogos, mesmo que seja preciso estruturar esquema de trabalho em escala ou plantão.

A imprensa já não descansa em dias normais e, durante eventos como a Copa do Mundo, atua de forma ainda mais intensa na cobertura das próprias partidas e de temas relacionados à competição, sejam culturais, comportamentais e até mesmo político-econômicos. Jamais tente se esquivar ou omitir informações, esteja, enquanto assessor de imprensa, preparado para providenciar bons porta-vozes e atender aos jornalistas. Aproveite a oportunidade para marcar o posicionamento da empresa e garantir mídia espontânea.

Por fim, mas não menos importante, sem sombra de dúvida, está a comunicação interna. Mesmo que a exposição e que a ação planejada seja direcionada ao público externo, o jornalista de empresa jamais deve se esquecer dos colaboradores da organização, afinal, também estão inseridos no contexto do evento, devido à grandiosidade de uma Copa do Mundo. Pode ser preciso, por exemplo, transmitir orientações sobre horário de jornada, foco no trabalho, além de reforçar algum conceito importante que pode ser trabalhado por meio de estratégias de endomarketing usando o evento como ponto de partida. E lembre-se sempre que os colaboradores são excelentes replicadores das mensagens internas nos ambientes externos, logo, nunca se esqueça da importância do engajamento.

Diante dos prós e contras, cabe à equipe de comunicação corporativa estudar e analisar as possibilidades e decidir se, de fato, é válido produzir ações pontuais. Não é regra, em alguns casos uma ação isolada pode não surtir o efeito esperado, se descontextualizada. Mas se a decisão for de se aventurar no universo futebolístico, certifique-se de que haja ao menos uma parcela de chance de se marcar um gol de placa. Planeje-se e, principalmente, conheça o mercado. Pesquisar e estudar o cenário é fundamental para a tomada de decisão nesse caso, em que o jogo é extremamente disputado e estão todos em busca dos três pontos e de um resultado positivo.

Gabriel Rocha

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