Novidade para muitos, tradição na assessoria de imprensa

O compartilhamento de informações cada vez mais rápido e instantâneo nos leva, muitas vezes, a refletir o que é, de fato, novo. Uma notícia pode ser, para muitos, uma novidade, mas, para outros, nem notícia é. Essa sensação de “novidade” tende a ser cada vez mais relativa, por exemplo, no campo da pesquisa, dos estudos e dos avanços teóricos que subsidiam a prática. Longe de ter como objetivo criar algum tipo de polêmica, mas, se for para analisar friamente, alguns dos conceitos aplicados ao marketing digital, e tidos como inovadores, já são tradição há algum tempo no trabalho de assessoria de imprensa.

A começar pela persona, que é, basicamente, uma representação fictícia e aproximada de um receptor da informação ou de um possível cliente. Tudo bem que há uma segmentação um pouco mais detalhada dos hábitos e do comportamento do alvo em questão, mas o jornalista de empresa não se preocupa justamente com isso ao disparar um release para um determinado veículo jornalístico? É pensando no espectador final que a pauta é direcionada. E a interação com o público, que é, de fato, super importante para o negócio? Há quem classifique, já há muito tempo, a população como principal agente fornecedor de pautas para as redações. O assessor de imprensa também interage com as fontes.

Usar datas relevantes e temas específicos como referência para a produção de conteúdo. É, sem dúvida, uma estratégia eficiente, que rende bons resultados no relacionamento com o público e, principalmente, no funil de vendas. Mas quem disse que não existia/existe calendário de pauta nas redações e nas áreas de comunicação corporativa? Usar datas marcantes para emplacar releases e temas relacionados ao negócio para encaixar mensagens estratégicas da organização sempre foram práticas rotineiras do trabalho de assessoria de imprensa.

Por fim, o conteúdo. O grande segredo de tudo. Produzir conteúdo para atrair possíveis clientes e nutrir esses leads é, novamente, uma estratégia fantástica, que mostra, em números, os significativos ganhos. É claro que os objetivos são diferentes, mas produzir conteúdo não é o que faz, diariamente, todo jornalista, seja de redação ou de empresa? E a ideia de usar uma headline atrativa? Não é o mesmo que estruturar boas manchetes?

As inúmeras aplicações possíveis de teorias e conceitos variam, inclusive, por conta das particularidades de cada canal ou objetivo do emissor. O importante é refletir sobre a agilidade em que o conhecimento é disseminado atualmente e sobre os impactos que isso causa no aprendizado e na interpretação de conceitos. Estudar cada vez mais e estar sempre um passo à frente é o melhor caminho.

Gabriel Rocha

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