Entretítulo: um poderoso recurso nas mãos do jornalista de empresa

Há inúmeros recursos do jornalismo tradicional que podem – e devem – ser usados na produção de conteúdo dentro das organizações, mas muitas das vezes são pouco aproveitados. Basta um olhar um pouco mais atento para a comunicação e o jornalista de empresa consegue identificar as inúmeras aplicabilidades para as técnicas. O entretítulo, por exemplo, é um dos recursos que pode agregar bastante valor ao conteúdo se usado estrategicamente para passar, aos colaboradores ou à imprensa, as principais mensagens da empresa.

O entretítulo pode ser usado, de forma sutil, nas reportagens ou releases, pegando carona nos ganchos factuais para a transmissão de mensagens estratégicas. A matéria pode ser redigida da mesma maneira como sempre foi produzida no jornalismo, inclusive usando outros entretítulos. No entanto, ao concluir a redação, o entretítulo final pode entrar como um complemento, uma informação a mais para o colaborador ou para o jornalista das redações. É aqui que fica evidente a função diferenciada do recurso, mas, para isso, o jornalista de empresa precisa estar por dentro do assunto sobre o qual escreve.

O subtítulo como apoio

Um dos caminhos para fazer com que o leitor tenha ainda mais interesse em ler a matéria é destacar, em um subtítulo, a principal informação contida nos parágrafos do entretítulo final. Com isso, o redator atrai ainda mais a atenção do leitor e faz o elo entre as informações da reportagem e as do entretítulo estratégico. Importante informar ao consumidor que há informação a mais a ser transmitida ao final e que, por isso, seu tempo e sua atenção não estão sendo desperdiçados. Lembre-se que o que vale é o conteúdo.

Um constante desafio

Pode parecer simples, mas nem sempre é fácil usar o entretítulo de forma eficiente. É preciso avaliar a real necessidade de uso,  o local correto a ser inserido na estrutura do texto, que tipo de informação será publicada e se há impactos possíveis na transmissão da mensagem. Noções básicas de edição de conteúdo e de diagramação são bem-vindas aqui.

Cabe ao jornalista de empresa, portanto, definir quando e como usar o recurso e, para isso, é preciso conhecer muito bem o negócio, o contexto no qual a organização está inserida e identificar oportunidades para transmitir as mensagens importantes. É fundamental que haja bom senso por parte do profissional de comunicação corporativa e que haja, também, análise editorial crítica para a tomada de decisão, afinal, o leitor precisa receber um conteúdo coeso e coerente, feito para ele.

Gabriel Rocha

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