O fim do feeling: não há mais espaço para “achismos” na comunicação corporativa

Inspiração e criatividade são palavras que, sem dúvida alguma, estarão sempre presentes na vida do jornalista de empresa, pela própria natureza do trabalho, inclusive. No entanto, não dá mais para pensar a comunicação corporativa como atividade que demanda apenas boas ideias e grandes “sacadas”. Há tempos o feeling deixou de ser o grande segredo para o planejamento de boas ações, por isso, é cada vez mais necessário articular o trabalho de comunicação com base em teoria, números, indicadores, histórico, custos e cronogramas, por exemplo. Nem sempre o resultado será exato, mas uma coisa é certa: não dá mais para trabalhar com “achismos”.

O pontapé inicial deve ser a teoria. Há muito conhecimento disseminado e diversos estudos publicados em livros, revistas e na internetsites, portais, e-books etc. É claro que o profissional de comunicação corporativa aprende diariamente com a prática, mas é preciso ter uma base teórica sólida por trás de cada decisão a ser tomada. Até mesmo para que, depois de compreendidos possíveis cenários atípicos ou específicos, haja argumentos para defender posicionamentos ou ações que confrontem a teoria.

Números e indicadores são outros recursos que ajudam a definir métricas e metas, o que, naturalmente, leva o jornalista de empresa a um planejamento mais completo, a uma melhor execução e a um melhor desempenho no alcance dos objetivos. Se a intenção é trabalhar em uma grande empresa, é indispensável que se tenha familiaridade com os números para usá-los a favor da defesa de ideias e projetos, afinal, as principais decisões a serem tomadas sempre levarão em conta lucro, produtividade, custo, entre outros.

Mesmo com base teórica e com critérios de desempenho bem construídos, é preciso conhecer o cenário de atuação da empresa, os ruídos de comunicação existentes, as ameaças e oportunidades e os pontos fracos e fortes. Para isso, é preciso aplicar pesquisas, ou seja: ouvir opiniões, identificar diferenças culturais, entender quem é seu público de interface.

A era do “fim do feeling” chegou, os “achismos” não têm mais espaço em meio ao papel estratégico desempenhado por uma equipe de comunicação nas organizações. Cabe, então, ao profissional dessa área buscar capacitação por meio de teoria e prática, conhecer o público e o cenário em que a empresa está inserida e as ferramentas que tem disponíveis. A criatividade nunca deixará de ser bem-vinda e a inspiração jamais pode ser deixada de lado, mas precisam ser atributos complementares. A eficiência agora dita a regra do jogo.

Gabriel Rocha

9 comentários sobre “O fim do feeling: não há mais espaço para “achismos” na comunicação corporativa

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