A adaptação supera os hábitos: um dilema no consumo de informações

A diversidade de canais de comunicação, distribuídos em diferentes formatos e plataformas, é cada vez mais ampla, isso é fato. Com os avanços tecnológicos e o aperfeiçoamento constante em técnicas de comunicação, foi possível ampliar o leque de possibilidades e, hoje, as pessoas podem escolher por onde, quando e como consomem informação – consumidores esses que também são, atualmente, produtores de conteúdo. Nas organizações, o cenário é exatamente o mesmo, a comunicação interna (CI) passou – e ainda passa – por um processo de adaptação para acompanhar o movimento. E o jornalista de empresa sabe muito bem disso, está bem no olho desse furacão.

O antigo hábito de consumir informações ou acessar um conteúdo por um determinado veículo, com periodicidade definida, em formato padronizado, está com os dias contatos nas empresas. A menos que haja uma grande equipe de comunicação corporativa – o que não é uma realidade para a maioria das organizações -, é praticamente impossível distribuir o gigante volume de informações usando apenas os canais de comunicação interna tradicionais. As redes sociais corporativas, a intranet, o próprio WhatsApp como canal de CI, os aplicativos para smartphone e blogs corporativos se tornaram populares justamente por atender à necessidade de dinamismo, agilidade e eficiência exigida pelo mercado e pelos usuários, principalmente.

Para muitos, pode ser difícil abandonar velhos hábitos, mas é preciso romper barreiras, quebras paradigmas, pensar fora da caixa e se adaptar como um camaleão. A primeira definição de “hábito”, segundo o Dicionário Brasileiro de Língua Portuguesa Michaelis, já evidencia o conflito entre o substantivo e a tendência atual do mercado de notícias: “Inclinação por alguma ação, ou disposição de agir constantemente de certo modo, adquirida pela frequente repetição de um ato”. Nenhuma informação hoje se repete, já parou para pensar nisso? É tudo bastante novo, modificado, reinventado, sempre atualizado. E para acompanhar toda essa atualização intensa, adaptação é o segredo: essa recomendação dos estudiosos de gestão e dos próprios gestores de grandes empresas pode ser perfeitamente aplicada ao consumo de notícias.

Da mesma forma como poucos vão, atualmente, a uma banca de jornais comprar um periódico, poucos colaboradores aguardam a edição do jornal interno para se informar. A notícia circula pelos canais com característica mais instantânea e, quem não se adapta aos novos formatos, aos novos produtos, fica para trás. Quando a notícia for lida em jornal impresso, muito provavelmente já terá sido atualizada duas ou três vezes em blogs, na intranet e nas redes sociais, de forma geral – lembre-se de considerar, na análise, prazo para diagramação, impressão e distribuição, sem mencionar o período natural de produção.

Quando acabei de redigir esse post, me veio a sensação de que muito poderia ser escrito de outra maneira. O primeiro parágrafo já não está atualizado, pois surgiu de um pensamento de minutos atrás. Entende o ponto?

Gabriel Rocha

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