Forneça um bom briefing, garanta qualidade e precisão

Da mesma forma que é importante apurar detalhadamente informações para a produção de uma reportagem, é preciso fornecer informações e diretrizes aos designers – sejam de agência ou da própria equipe – para elaboração de qualquer campanha ou até mesmo de uma única peça. É aí que o briefing começa a fazer sentido. Bastante conhecido por profissionais de comunicação, costuma ser elaborado em formato de formulário, mas quem pensa que o briefing é apenas um documento de solicitação de um projeto está bastante enganado. É por meio desse documento que o solicitante se comunica com o designer e, para que haja entendimento completo do pedido, considerando ideias, estratégia e objetivos, é preciso que a mensagem seja passada de forma clara, sem ruídos.

Primeiramente, é preciso definir o conceito de briefing, afinal, essa ferramenta pode ser usada para inúmeros fins, em diferentes situações e por profissionais de diversos segmentos. A definição não é complexa, trata-se, basicamente, do fornecimento de informações, acompanhadas de orientações e diretrizes diretas, que classificam ou caracterizam os objetivos da atividade a ser executada. Nada impede que os envolvidos conversem ou troquem e-mails para esclarecer algum determinado tópico abordado, mas um bom briefing passa a ideia por completo, eliminando qualquer necessidade de alinhamento complementar.

O planejamento é, mais uma vez, a base de tudo. Não adianta tentar iniciar a produção de um briefing se não houver planejamento. Como definir objetivos e prazos, avaliar desdobramentos, indicar stakeholders etc. se não houver planejamento? Praticamente impossível, certo? Quando há planejamento por trás das ações, sejam elas grandes campanhas de endomarketing, de gerenciamento de crise, de caráter publicitário ou até mesmo simples peças avulsas para atender a necessidades específicas da empresa, tudo fica mais simples. As informações para preenchimento do briefing não precisam, na maioria das vezes, ser apuradas, costumam aparecer naturalmente durante a etapa de planejamento.

Mas o que exatamente deve ser fornecido ao designer, considerando, apenas para exemplo, um pedido de campanha de endomarketing? Narrativa resumida sobre a história da organização; lista de stakeholders e relação construída com cada um deles; estatísticas e informações adquiridas em benchmarking; principais tópicos que resumam o direcionamento estratégico da empresa; estrutura e recursos disponíveis na equipe de comunicação; objetivos; prazos e orçamento. Vale a ressalva de que, obviamente, necessidades pontuais surgirão diante de cada situação.

Além dos benefícios claramente explícitos pelo simples fato de transmitir com detalhes informações ao criador/desenvolvedor do trabalho, um briefing completo, produzido com qualidade e atenção, evita retrabalho e melhora o processo, aumentando a eficiência de todo o time. De um lado, o preparo e o envio das informações, do outro, a recepção e o uso como insumos para o produto final. Pode não parecer, mas a regra desse jogo é simples. E com o tempo, os envolvidos passam a jogá-lo com facilidade e naturalidade.

Se ainda não faz uso do briefing, seja você um jornalista de empresa ou de agência, reflita. O trabalho pode estar fluindo bem, mas sem dúvida alguma pode melhorar. Quer saber mais sobre o briefing e como passar a usá-lo nas atividades de comunicação interna? Entre em contato.

Gabriel Rocha

Gostou do texto? Deixe aqui seu comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s