Por que os jornais só mencionam as empresas em pautas negativas?

Não é todo leitor que percebe, mas, de fato, a imprensa costuma mencionar nomes de empresas com mais frequência em pautas negativas. Mas isso é feito de propósito? Será que é por mera implicância ou perseguição? Não. Essa é uma dúvida bastante comum a alguns leitores e espectadores, de forma geral, principalmente se considerarmos que é algo estudado apenas por profissionais de comunicação – o que faz todo sentido. Para jornalistas e comunicadores, em geral, é algo bastante comum, parte da rotina de trabalho.

A principal justificativa é simplesmente comercial. Como os veículos oferecem a anunciantes áreas destinadas a publicidades pagas e, em muitas das vezes, esse é a principal fonte de renda desses veículos, a equipe comercial orienta os editores a não facilitar qualquer tipo de exposição positiva gratuita. É uma tentativa de vender mais anúncios, de “forçar” as empresas ou as organizações como um todo a “comprar” espaço – seja em impressos, em vídeo ou na web – para transmitir informações aos consumidores do produto jornalístico. Nesses casos, mesmo que não sejam informações diretamente ligadas a vendas, como comerciais de um determinado produto ou serviço, é mantida a prática pela própria divulgação da marca.

Mas e nos casos negativos? Por que mencionar, então, os nomes das organizações em casos de corrupção, desastres ambientais, exploração indevida de recursos, por exemplo? Primeiramente, porque a organização, nesse casos, já costuma estar apontada por autoridades – por exemplo, Ministério Público – como acusada ou suspeita de envolvimento em escândalos que geram investigações e, possivelmente, crises. Logo, o nome da empresa torna-se público anteriormente, por outros meios. Além disso, também é bastante marcante a cobrança dos veículos jornalísticos no que tange a esfera de prestação de serviço à população. É uma forma do jornalismo garantir o direito à informação, que deve ser aplicado a todos.

Para equilibrar essa balança de publicações negativas e positivas, cabe ao assessor de imprensa buscar agenda positiva constantemente. Identificar boas épocas para emplacar pautas, oferecer boas sugestões aos profissionais de redação, encontrar porta-vozes que possam agregar valor a determinada reportagem em produção e, principalmente, estar atento à estratégia da empresa para a qual trabalha, pois conhecendo o negócio e tendo clareza sobre as diretrizes, boas oportunidades aparecem. Dessa forma, é possível conseguir a tão sonhada mídia espontânea.

E as redes sociais?

Com a chegada e o desenvolvimento cada vez mais rápido das técnicas e dos recursos de marketing digital, a publicidade paga em veículos jornalísticos tem diminuído consideravelmente, principalmente por conta de alcance e custo. Pagar por um espaço em um comercial durante um telejornal ou por um anúncio na capa de um jornal costuma ser menos eficaz que criar campanhas em redes sociais, por exemplo, onde é possível delimitar geograficamente e direcionar o conteúdo a públicos específicos, tudo isso a um custo inferior.

Mesmo diante das constantes mudanças, é preciso entender que publicidade paga e assessoria de imprensa não são concorrentes, o trabalho em uma frente não substitui os esforços na outra. A assessoria de imprensa ainda é extremamente importante no que diz respeito a mídia espontânea, principalmente por dois motivos: custo zero e credibilidade. Tudo que não é pago é absorvido de forma mais natural e, se publicado depois de passar pelo crivo de um veículo que possui critérios editoriais a serem respeitados, ainda maior é a credibilidade passada por aquele conteúdo.

Você ainda não explora todas as possibilidades proporcionadas pelo trabalho de assessoria de imprensa? Precisa de ajuda ou quer saber mais sobre os ganhos que isso pode proporcionar ao seu negócio? Entre em contato.

Gabriel Rocha

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